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sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher

8 de março.

Minha primeira lembrança desse dia sou eu, do alto da minha terceira série, na sala de leitura da escola, tendo que recortar um coração de EVA e aprendendo a cantar Sexo Frágil, do Erasmo Carlos, em "homenagem" às mulheres. No final, cada menina de oito ou nove anos recebia uma rosa, pois em breve seríamos mulheres.

Não sei se foi o feminismo, não sei se foi a maturidade, mas hoje, quando acordei com meu irmão de seis anos me trazendo uma rosa com um sonho de valsa grudado, não vi aquela demonstração da mesma maneira que vi nove anos atrás. Essas flores são apenas uma maneira de me lembrar de como sofremos com o machismo todos os dias, e de como a sociedade acha que pode nos recompensar com flores (eu nem gosto de flores, conheço muitas mulheres que também não) e chocolates (amo chocolates, mas prefiro respeito) em um só dia. E, ainda por cima, nos chamando de "delicadas", "misteriosas", "flores". Não somos nada disso, e se formos, não somos apenas isso.

Prefiro ficar com a minha última lembrança antes da de hoje, no dia 8 de março de 2012, quando eu me interessei por certas "homenagens" de algumas empresas pela internet, extremamente desrespeitosas, no mesmo tom de algumas de 2013:

     













E essas são apenas um exemplo. Enfim, ao me deparar com isso, fiquei curiosa. Vi que homenagens com mulheres de lingerie incomodavam, vi que associar mulheres com coração mole e essas baboseiras, que pra mim não significavam muito na época, era ruim. E quis saber o motivo disso. Foi assim que fui procurando mais sobre feminismo, em blogs brasileiros e em tumblrs estrangeiros. E foi a partir daí que fui lutando ainda mais contra o meu slut shaming, me engajando em campanhas, lendo e me interessando por essa militância que só me fez bem, apesar dos mil pesares. 

E eu prefiro ver o dia 8 de março como um dia no qual muitas mulheres e homens reafirmam o sexismo da sociedade, sim, no qual empresas têm a coragem de brincar com nosso maior horror, a violência doméstica (como aqui), mas, acima de tudo, o dia no qual encontrei a feminista em mim. E acredito que eu não seja a única. Prefiro pensar que se a cada mil pessoas que reafirmam o machismo, uma se descobre feminista, então vale um pouco a pena. Porque é pra isso que estamos aqui. Sabemos que as coisas não vão mudar muito em um mês, um ano, ou mesmo uma década. Mas a cada pessoa que entende as causas do feminismo, é uma vitória. Porque o feminismo te apresenta ao seu lugar no mundo (o lugar que você quiser). Foi assim comigo.

Feliz dia internacional da mulher, também, mas feliz todo dia para você, mulher que... se sente mulher. Porque isso é o suficiente. E saiba que estamos juntas em prol de uma sociedade igualitária e de respeito. Não nos deixemos enganar com rosas e chocolates. Ainda há mais pelo que lutar. E nós não temos medo, nem preguiça.

Débora Lima <3

segunda-feira, 4 de março de 2013

Só pra não esquecer


Acabe com a cultura de estupro, desaprenda o sexismo, questione gêneros, REAJA!

peguei daqui

Resenha: Charlotte Street, de Danny Wallace


Charlotte Street foi um dos livros que comprei em setembro, na Feira Panamazônica do Livro. Confesso que a ideia de um romance ambientado em Londres me chamou a atenção e eu não pensei muito antes de passar o cartão na máquina. Comecei a ler ainda ano passado, no intervalo das aulas do cursinho. Li um capítulo, achei um porre e deixei de lado haha Mas depois de passar no vestibular e enquanto aguardo o início das aulas, resolvi desenterrá-lo dos confins do meu quarto para ler e... bem, em três noites li o que faltava e acho que a leitura valeu a pena.

A história é contada sob o ponto de vista de Jason, um ex-professor de 32 anos que mora em Londres e acaba de sair de um relacionamento sério de modo traumático, como é mostrado logo no primeiro capítulo. À primeira vista, a personagem é imatura quase ao ponto da infantilidade, mas no decorrer do livro, percebemos que ele está lidando à sua maneira com os acontecimentos recentes de sua vida. O enredo gira em torno de uma câmera descartável que Jason fica ao esbarrar com uma estranha em Charlotte Street. De algum modo, ele revela as fotos e, através delas, tenta encontrar a proprietária da câmera.

Não se deixe levar pela frase sob o título: não há história de amor no livro, pelo menos não que eu tenha identificado. Se você quer um livro de "romance", recomendo Um Dia, do David Nichols haha. Charlotte Street é sobre um homem tentando se reerguer quando tudo à sua volta dá errado, é sobre amizade, destino e "fazer acontecer". E ele encontra naquela câmera descartável uma motivação para continuar. Graças a ela, faz amigos, reencontra um antigo aluno e vive uma história digna de ser contada em 400 páginas.

No início, pensei em abandonar o livro definitivamente, e vi que muita gente pensou nisso também. Não acho que nenhum livro deva ser abandonado, mas se você espera muito, sugiro que diminua suas expectativas. O livro é legal, mas não é inesquecível. É engraçado, mas não hilariante. Viramos a página seguinte por curiosidade, não ficamos vidrados na leitura nem nada. Enfim, vale a pena ser lido, mas não acredito que esteja na lista de favoritos de ninguém.

Estrelas: 3
Editora: Novo Conceito
Autor: Danny Wallace (twitter)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Resenha: Divergente, de Veronica Roth



Divergente é mais uma distopia como Destino, Delírio, Feios e Jogos Vorazes. Parece que depois do boom dos vampiros (que eu amo, diga-se de passagem), é a vez das distopias ganharem o mundo da literatura infanto-juvenil e das adaptações cinematográficas. Essa série já está com a primeira adaptação em fase de pré-produção (no caso, casting), e é bom ler agora se ainda quiser criar suas próprias imagens das personagens.

Em Divergente, a história é contada sob o ponto de vista de Beatrice (mais tarde, Tris), que vive numa versão futurística de Chicago, na qual a sociedade se divide em 5 facções, cada uma dedicada a uma qualidade: Abnegação, Audácia, Amizade, Erudição e Franqueza. Nascida na Abnegação, Beatrice faz o teste de aptidão ao qual todos os jovens são submetidas e o resultado é surpreendente. Entre seus desejos mais rebeldes e a família, Beatrice fica dividida, mas toma uma decisão.

Essa decisão a leva a Tobias, ou Quatro, um dos seus instrutores. Achei que seu relacionamento se desenvolve rápido demais, mas se fosse mais lento, talvez o ritmo da história fosse prejudicado. Os testes de admissão tomam boa parte do livro, durante a qual Beatrice, agora chamada de Tris, descobre partes de si até então desconhecidas, e passa de frágil e franzina a forte e, muitas vezes, cruel. No final, Tris está bem diferente de como era no começo, assim como a sociedade, que aos poucos vai percebendo que seu modo de vida talvez não garantisse a paz, bem pelo contrário, na verdade.

O início do livro pode ser meio lento, mas a partir da centésima página o que me conduzia à próxima página não era mais a curiosidade que qualquer distopia desperta, mas sim características próprias da história de Veronica. Terminei o livro com muita vontade de ler Insurgente, o volume seguinte que ainda não foi publicado pela Rocco.

Enfim, eu adorei Divergente. Estou acompanhando o casting e recomendo muito, principalmente para quem, como eu, gosta de distopias, protagonistas fortes e um par romântico que arranca suspiros sem precisar dominar a narrativa.

Estrelas: 5
Editora: Rocco
Autora: Veronica Roth (twitter)


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013


Você quer armas? Estamos numa biblioteca! Livros! As melhores armas do mundo!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Meus 15 minutos de fama com Natália Galvão

Essa é a Natália toda linda comemorando a aprovação na UFOPA, em 01/2011 (:

Gente, eu passei em Medicina numa pública DE NOVO! Dessa vez foi a UEPA, muito concorrida também, nem sei como isso aconteceu haha Mas sei que graças a isso conheci uma linda, a Natália Galvão, pré-vest de Med que resolveu me conhecer melhor e me adicionou no facebook. Eu li os blogs dela, um pessoal e outro sobre o vestibular mesmo e ela leu o meu, e, acreditem, pediu para me entrevistar! Ela falou que eu quebro o tabu de que quem passa em Medicina tem que abdicar de tudo, até de ter um blog cor de rosa haha

Temos muito em comum, principalmente a visão que temos da Medicina, o motivo pelo qual queremos ser médicas. Ela também ama Harry Potter e fez uma piada com a Trelawney. Tem como não amar?

Então, tá aqui o link para a entrevista, no blog dela.

Ela é uma fofa, né? E tá tentando vestibular pra UEPA e pra UFPA esse ano, sendo que quase passa pra segunda fase da Unicamp - alguma dúvida de que esse é o ano dela? Eu não tenho!

Obrigada, Nat, fico muito feliz de ter conhecido você! Ainda temos muito o que conversar! HAHA

Débora

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A felicidade só é verdadeira quando compartilhada.


E nunca tais palavras de Jon Krakauer soaram mais verdadeiras, nunca antes do último sábado, não para mim. Talvez não tenha sido o que ele quis dizer, mas foi o que significou para mim.

Como posso me permitir sentir bem se algumas das pessoas mais importantes para mim não podem sentir o mesmo?

Não sei. Infelizmente, a tristeza pode ser real mesmo quando se concentra em um só corpo - na verdade, acho que ela é ainda mais real assim.

Débora
 
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